JUDITE DE
CASTRO BARBOSA
Nascida em 8 de abril de 1893, na cidade de Natal, foi
nomeada Judite de Castro Barbosa por seus pais Antônio José Barbosa e Maria
Getúlia de Castro Barbosa. Faleceu em 1984, aos 91 anos de idade com lucidez,
inteligência e sensatez. Teve primorosa educação na casa do Padre Calazans
Pinheiro. Aprendeu música e francês. Executava bem piano e bandolim (NOGUEIRA;
BARBOSA, 2001)
Aos dezesseis anos diplomou-se no Curso Normal. Casou-se com
Severino Bezerra de Melo, colega formado na primeira turma da Escola Normal de
Natal, passando a chamar-se Judith Bezerra de Melo. Em 1911, os professores
recém diplomados e casados passaram a residir em São José de Mipibú, onde
permaneceram até 1922. Voltaram a residir em Natal a partir da aprovação em
concurso do professor Severino Bezerra para lecionar no Grupo Escolar Frei
Miguelinho. Na instituição, no ano letivo de 1925, enquanto o professor
ministrou o Curso Complementar e o Curso Noturno para Adultos, Judith Bezerra
assumiu a 2ª Classe do Curso Elementar Masculino
Em 1927, Judith e Severino Bezerra fundaram o Colégio Pedro
II que funcionava como internato, semi-internato e externato. Ficava localizado
ao lado direito do Teatro Carlos Gomes, atual Teatro Alberto Maranhão. Eles
residiam com a família nesse local. No colégio havia a sala de diretoria, as
salas de aula, o refeitório, o dormitório dos internos, situado no fundo das
instalações. Complementavam a estrutura da instituição, o campo de esporte e um
grande pátio de recreio. Antes da inauguração dessa instituição já haviam
alunos matriculados nas três opções. Esses alunos vinham do curso particular
mantido pelo professor Severino Bezerra. Os alunos internos eram vindos de
diferentes cidades do interior como: Caicó, Canguaretama, Ceará-mirim, Currais
Novos, Goianinha, São José de Mipibú e Pau-dos-Ferros (SILVA, J., 2009).
Em 1929, com a inauguração do Curso Ginasial, o número de
internos aumentou. Passou a receber moças no internato, porque no interior a
maioria das escolas ofereciam somente o Curso Primário, e os pais menos
favorecidos financeiramente não tinham alternativas de estudos para as suas
filhas. Essas moças passaram ocupar o mesmo espaço de convivência das filhas do
professor Severino e da professora Judith Bezerra de Melo
A primeira atividade da aula era tomar a lição de cada aluno.
Para tanto, eram seguidas a ordem das fileiras dos bancos escolares. A
professora Judith Bezerra chamava um aluno por vez, esse aluno se levantava e
lia a página da leitura recomendada no dia anterior. O livro era Leituras
Morais, de Arnaldo de Oliveira Barreto. A professora era a responsável por
supervisionar a roupa, a limpeza, as refeições e o lanche. Também exercia o
magistério dando aulas no Curso Primário e aulas de música.
Segundo Barbosa e Nogueira (2001) a professora Judith Bezerra
produzia cadernos com diversas canções, poesias e pequenas peças teatrais,
algumas delas representadas por seus alunos nas festas comemorativas de fim de
ano no Colégio Pedro II. As festas de final de ano do Colégio eram todas
preparadas por ela. Apresentava dramas e comédias de sua autoria.
Stella Vésper Ferreira Gonçalves, nascida em Natal em 11 de
agosto de 1897, era filha de Euclides Gonçalves e Joana Leitão Ferreira
Gonçalves. Devotada ao ensino, foi sempre professora do Grupo Escolar Augusto
Severo e, posteriormente, da Escola Normal de Natal. De acordo com o Relatório
do Diretor do Grupo Modelo Augusto Severo, do ano de 1914: “A professora Stella
Ferreira Gonçalves alia à inteligência um acentuado pendor pedagógico” (LIVRO
DE HONRA, 1919, p.4).
Ministrou no ano letivo de 1924 o Curso Rudimentar Misto no
Grupo Modelo. Nesse estabelecimento as professoras consolidavam sua atuação no
cenário natalense. As professoras Anna Silva de Araújo, Guiomar de França e
Stella Gonçalves foram remanejadas em 28 de janeiro de 1920, das Cadeiras que
assumiam. “Durante o corrente ano letivo, a professora Stella Ferreira
Gonçalves passe a reger a Escola Isolada Feminina, [...] a professora Guiomar
de França passe reger o Curso Infantil Misto e a professora Anna Silva de
Araújo passe a reger a Escola Isolada Mista” (RIO GRANDE DO NORTE, 1920, p.3).
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